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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Tenosinovite Estenosante dos Flexores – Dedo em Gatilho

Rames Mattar Junior

RESUMO
A tenosinovite estenosante dos flexores, conhecida como dedo em gatilho, é uma afecção freqüentemente vista por médicos que trabalham na área da Medicina Ocupacional, ortopedistas e cirurgiões de mão. O propósito deste capítulo é apresentar de maneira sumária informações sobre os aspectos dessa condição, que possam interessar e ser relevantes aos profissionais de saúde. Os tópicos abordados incluem observações clínicas relacionadas à etiologia, fatores de risco, diagnóstico e condutas frente aos casos da doença.

ABSTRACT
Stenosing tenosynovitis of the exors, known as trigger nger, is a very common problem seen by the Occupational Medicine practitioners, the orthopaedic surgeon and the hand surgeon. The purpose of this chapter is to summarize information on aspects of this condition likely to be of interest and relevant to the health professionals. Topics
covered include clinical observations related to ethiology, risk factors, diagnosis and case management.


Download do Artigo: Tenossinovite Estenosante dos Flexores (Dedo em Gatilho) | Rev. Albert Einstein

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fibromialgia

INTRODUÇÃO
A síndrome da fibromialgia pode ser definida como uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, de etiologia desconhecida, que se manifesta no sistema músculo-esquelético, podendo apresentar sintomas em outros aparelhos e sistemas. Sua definição constitui motivo de controvérsia, basicamente pela ausência de substrato anatômico na sua fisiopatologia e por sintomas que se confundem com a depressão maior e a síndrome da fadiga crônica. Por estes motivos, alguns ainda consideram-na uma síndrome de somatização. No entanto, desde 1980, umcorpo crescente de conhecimento contribuiu para a fibromialgia ser caracterizada como uma síndrome de dor crônica, real, causada por um mecanismo de sensibilização do sistema nervoso central à dor. Na tentativa de homogeneizar as populações para estudos científicos, o Colégio Americano de Reumatologia, em 1990, publicou critérios de classificação da fibromialgia. Estes critérios foram também validados para a população brasileira. Dentre os critérios, destacam-se uma sensibilidade dolorosa em sítios anatômicos preestabelecidos, denominados tender points,  que serão apresentados adiante, na descrição do quadro clínico. O número de tender points relaciona-se com avaliação global da gravidade das manifestações clínicas, fadiga, distúrbio do sono, depressão e ansiedade.
É extremamente comum, secundando somente a osteoartrite como causa de dor músculo-esquelética crônica. A sua prevalência é de aproximadamente 2% na população geral; é responsável por aproximadamente 15% das consultas em ambulatórios de reumatologia, e 5% a 10% nos ambulatórios de clínica geral.  A proporção de mulheres para homens é de aproximadamente 6 a 10:1. A maior prevalência encontra-se entre 30-50 anos, podendo ocorrer também na infância e na terceira idade. Pode-se encontrar associada a 25% das artrites reumatóide, 30% dos lúpus eritematosos sistêmicos e 50% das síndromes de Sjögren. O reconhecimento desta concomitância é extremamente útil, pois permitirá uma orientação terapêutica mais adequada.
Assim como em outras condições crônicas, como a artrite reumatóide, há um aumento na prevalência de diagnóstico de depressão nesses pacientes. Entretanto, não ficou comprovada a hipótese de que a fibromialgia possa ser uma variante da doença depressiva. O estresse psicológico pode determinar quem se tornará um paciente. Os diagnósticos diferenciais que geralmente são considerados no espectro da fibromialgia são as doenças somatoformes, especialmente o distúrbio de somatização e distúrbio de dor, como definidos no DSM-IV. Do ponto de vista terapêutico, raramente é útil caracterizar a fibromialgia como sendo um problema puramente psicológico ou puramente orgânico. Considerando todos os estudos apontando para uma disfunção do processamento sensorial, pode-se inferir que a dor desses pacientes é real, e que os sintomas psicológicos podem ser secundários à dor. Vale a pena lembrar que o diagnóstico de distúrbio somatoforme deixa de existir quando há uma explicação fisiopatológica plausível; por exemplo, a síndrome do intestino irritável não é considerada um distúrbio somatoforme.

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